Na Suíça, Museu Olímpico ensina estrangeiros a falar ‘gostosa’ e ‘bundão’

O jornalista Jamil Chade traz uma importante denúncia sobre uma exposição no Museu Olímpico de Lausanne: a Língua Portuguesa abordada com extremo mal gosto.

Em matéria publicada no Jornal O Estado de São Paulo, Jamil Chade mostra como a Língua Portuguesa é mostrada fora do país, em época de Olimpíadas.

Segundo Chade, “A Exposição, do Museu Olímpico de Lausanne, traz ‘aulas’ com palavras usadas no Brasil. “Gostosa”. Essas é uma das palavras que uma exposição no Museu Olímpico de Lausanne apresenta aos turistas que estejam interessados em conhecer o Brasil e aprender e testar o “carioquês”. Criado num dos edifícios mais visitados da Suíça, uma posição sobre a cultura brasileira apresenta aos estrangeiros o país sede dos Jogos Olímpicos. Música, sons, arte, culturas regionais e até mesmo o vocabulário usado no Rio de Janeiro.”

É incrível que uma exposição tida como “oficial” traga um tamanho desserviço ao nosso país. E que as autoridades brasileiras ainda não tenham tomado nenhuma medida contra isso. Uma afronta ao país e a todos que trabalham duro pela Divulgação e Internacionalização da Língua Portuguesa.

Precisamos denunciar e levar esse assuntos às autoridades competentes.

Passamos por grandes problemas que, naturalmente, já deturpam a imagem do país no exterior. Usar a Língua Portuguesa para isso é, sem dúvida, um ultraje.

gostosa

Segundo a exposição, a palavra ‘gostosa’ serve para qualificar a beleza feminina.  Foto: Jamil Chade/Estadão
JAMIL CHADE / CORRESPONDENTE EM GENEBRA – O ESTADO DE S.PAULO    29/06/2016 | 17h4821

“Outro termo apresentado ao público: “bundão”, com a explicação em francês de alguém medroso. “Literalmente, bunda grande”, esclarece. O visitante pode usar um microfone para repetir a palavra e a máquina diz se o estrangeiro pronunciou o termo que acabou de aprender com um sotaque correto do carioca.

Procurado pelo Estado, a direção de Comunicação do COI não respondeu ao ser questionado sobre o motivo da inclusão dos termos e sobre quem teria sido o autor da iniciativa. A gerente de Relações Públicas do Museu, Claire Sanjuan, admitiu que não sabia o significado das palavras e nem sua conotação. Mas, visivelmente sem graça, tomou nota para “informar” os responsáveis. A exposição, que leva o nome “Destination Rio”, foi aberta em fevereiro e vai durar até setembro.”

Temos que fazer algo, além de lamentar.

 http://m.esportes.estadao.com.br/noticias/jogos-olimpicos,na-suica-museu-olimpico-ensina-estrangeiros-a-falar-gostosa-e-bundao,10000059968

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O Brasil no Circuito das Megaexposições

 

Por: Graziela Naclério Forte

Megaexposições no BrasilMegaexposições no Brasil

 

Quando falamos em arte no Brasil logo imaginamos eventos direcionados a um público restrito, normalmente proveniente dos setores da população com maior poder aquisitivo e elevado nível educacional.

Então como é possível explicar as megaexposições, que iniciaram na década de 1990 e permanecem até hoje? Por que elas atraem tanta gente? O público é realmente significativo ou é só uma impressão equivocada? Qual a origem social dos visitantes? Quais são as instituições museológicas envolvidas? Quem são os financiadores? Qual o objetivo dos patrocinadores de eventos deste porte? Para responder a todas estas questões primeiro é preciso diferenciar uma exposição convencional de uma megaexposição.

Enquanto as exposições convencionais são produzidas por curadores nacionais, apresentadas em museus e outros equipamentos, na maior parte das vezes, de uma única grande cidade brasileira e recebem um número limitado de visitantes, as megaexposições cumprem uma itinerância por diferentes cidades e até mesmo países. Com curadores internacionais especialistas no tema da mostra, valem-se dos acervos de museus estrangeiros e quando chegam ao Brasil são apresentadas em institutos ou centros culturais. Estes locais têm espaços expositivos grandes e bem sinalizados, que permitem a circulação de muita gente. Poucas têm sido realizadas em museus, possivelmente por que não se encaixam aos objetivos. Ficam em cartaz por aproximadamente 3 meses em cada uma das localidades que percorrem, geralmente São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e algumas poucas vão à Belo Horizonte. A passagem por mais de uma grande metrópole funciona como estratégia para que o custo do seguro e empréstimo das obras seja diluído entre os locais. Contam com divulgação maciça pela televisão e mídias impressas, além das redes sociais. Conseguem apoios e parcerias entre instituições museológicas do exterior e empresas nacionais privadas ou entidades governamentais, que se utilizam muitas vezes das leis de incentivos fiscais para a captação dos recursos. Embora o custo de produção seja alto, a entrada é franca na maioria dos casos porque nossos “novos mecenas” estão interessados em associar a imagem das empresas patrocinadoras a fatores culturais, vistos como positivos.

As mostras são sempre muito bem cuidadas, apresentando pesquisa que relaciona a obra dos principais artistas e suas influências, com outros nomes menos conhecidos, porém tudo bem contextualizado. E desta maneira conseguem aprofundar a análise e a informação disponível. Ademais têm caráter didático e abordagens contemporâneas. Assim, a produção das megaexposições representa uma mudança em relação à produção das exposições convencionais.

E é por tudo isso que elas atraem muita gente, fazendo com que a velha organização em fila, para adentrar o espaço, tenha se tornado uma tortura, precisando ser rapidamente substituída pelo agendamento online.

No ano de 2015, o público compareceu a mostras individuais de artistas consagrados como os surrealistas espanhóis Salvador Dali e Joan Miró ou exposições coletivas que resgataram os trabalhos de artistas plásticos que fizeram parte dos mais diversos movimentos do século XX, como impressionismo e expressionismo. Também houve a incidência de exposições de obras de artistas estrangeiros contemporâneos como a australiana Patrícia Piccinini e a sérvia Marina Abramovic, até então pouco conhecidas por aqui, mas que agradaram, respectivamente, devido ao (hiper)realismo ou pela interatividade com um público variado e de diferentes faixas etárias, inclusive crianças.

A megaexposição de Patrícia Piccinini, apresentada inicialmente na unidade do CCBB da capital paulista e depois em Brasília era formada por esculturas (sur)realistas de seres totalmente desconhecidos, porém afetuosos e que guardavam fortes semelhanças com as obras do também australiano Ron Mueck, que havia passado pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e pela Pinacoteca do Estado de São Paulo, em 2014. Já Marina Abramovic trouxe no início de 2015 suas performances e instalações que mexeram com o público que compareceu ao SESC Fábrica Pompeia, em São Paulo.

Grandes mostras de artistas latino-americanos praticamente não ocorreram, a única exceção foi a exposição das obras da pintora mexicana Frida Kahlo e demais artistas surrealistas, no Instituto Tomie Ohtake. E dentre as grandes mostras de artistas ou de temática nacional estava o Castelo Rá-Tim-Bum, que reproduziu os cenários e personagens do programa infantil.

O Centro Cultural Banco do Brasil com suas várias unidades espalhadas pelo país foi a instituição campeã em receber megaexposições, em 2015. A mostra Picasso e a Modernidade Espanhola, que já havia passado pela Fondazione Palazzo Strozzi, em Florença, na Itália foi apresentada primeiro em São Paulo, seguindo logo depois para o CCBB do Rio de Janeiro com cerca de 90 obras pertencentes à coleção do Museu Nacional de Arte Rainha Sofia, da Espanha, a qual fez referência ao percurso do pintor espanhol até chegar à realização da obra Guernica, além de sua relação com mestres da arte moderna como Juan Gris, Joan Miró, Salvador Dalí, Dominguez Tápies, dentre outros. A curadoria levou a assinatura de Eugenio Carmona, professor de História da Arte da Universidade de Málaga e patrono do Museu Nacional de Arte Rainha Sofia.

Kandinsky: Tudo Começa num Ponto passou pelo CCBB de Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Com mais de 150 obras e principais influências, em sua maioria trabalhos pertencentes à coleção do Museu Estatal Russo de São Petersburgo. Havia ainda exemplares originários de outras sete instituições russas, além de coleções pertencentes à Alemanha, Áustria, Inglaterra e França. A curadoria ficou sob a responsabilidade dos russos Evgenia Petrova e Joseph Kiblitsky. Ambos contaram com o apoio do Banco Votorantim e a mostra recebeu mais de 1 milhão de visitantes.

Se o CCBB, com suas diversas unidades espalhadas pelo país, tem sido o campeão das megaexposições, o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo pode ser considerado o vice. Passaram pela instituição as já citadas mostras de Salvador Dali, Joan Miró e Frida Khalo.

Não há dúvidas de que o número de visitantes vem se mostrando bastante expressivo. A mostra de Salvador Dali atraiu 538.000 expectadores e Joan Miró contou com um público de 398.000 visitantes. A exposição de Frida Kahlo e demais mulheres artistas surrealistas do México, que permaneceu até janeiro de 2016 na capital paulista, seguiu para a Caixa Cultural do Rio de Janeiro e de Brasília, trilhando o mesmo caminho das mostras anteriores, com grande repercussão na mídia e nas redes sociais, contando com um público significativo.

Podemos ter uma noção melhor destes números quando os comparamos com os dados do relatório anual de 2014 do Art Newspaper, de Londres: das 20 exposições mais visitadas em todo o mundo, o Brasil ocupou sete posições. Ou seja, no grupo das 10 maiores mostras contemporâneas, seis delas aconteceram em nosso país. A mais visitada foi a de Milton Machado no CCBB do Rio de Janeiro (9.470 visitantes por dia ou 447.799 no total); em segundo lugar Yayoi Kusama no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo (8.936 visitantes por dia ou 522.136 no total); seguida pela de Yayoi Kusama no CCBB, no Rio de Janeiro (8.702 visitantes por dia ou 754.565 no total); no quarto lugar Yayoi Kusama no CCBB de Brasília (7.957 visitantes por dia ou 471.730 no total); em quinto lugar Tino Sehgal, no CCBB do Rio de Janeiro (7.239 visitantes por dia ou 255.427 no total); e em décimo lugar Ron Mueck no MAM do Rio de Janeiro (4.865 visitantes por dia ou 298.848 no total).

O mesmo fenômeno se deu com exposições de fotografias. A mais visitada no mundo, em 2014 foi “Gênesis” de Sebastião Salgado, que aconteceu no CCBB de Brasília, entre agosto e setembro e contou com 5.306 visitantes-dia, totalizando 223.618 expectadores no período.

De fato, o público das megaexposições apresentadas no Brasil é bastante significativo. Na grande maioria são estudantes, professores, artistas, profissionais liberais e demais pessoas ligadas às áreas de comunicação, arte e cultura. E o interesse não se deve a um único fator, mas justamente a uma combinação: ineditismo, qualidade do acervo e curadoria bem cuidada.

Para o ano de 2016, foram programadas novas mostras de peso. Pelo Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo já passou a mostra de Mondrian e o movimento de Stijl (O Estilo), com obras do acervo do Museu Municipal de Haia, na Holanda, a qual deverá seguir para os espaços de Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. O Museu da Imagem e do Som, de São Paulo recebeu a exposição dedicada aos personagens criados pelo cineasta Tim Burton, que seguiu para Belo Horizonte e na sequência irá para Brasília e Rio de Janeiro.

Acaba de ser aberta a mostra dos artistas pós-impressionistas, no CCBB da capital paulista, em parceria com o Museu d´Orsay, de Paris. No CCBB carioca é esperada uma grande instalação do artista alemão Alsem Kiefer. Para as unidades de São Paulo e Brasília é aguardada a maior retrospectiva do pintor Cícero Dias. Frida Khalo já tem nova exposição agendada em São Paulo entre os meses de outubro e dezembro, no Museu da Imagem e do Som. Ela proporcionará um olhar íntimo e emocional da vida da artista plástica mexicana, por meio de uma coleção de fotos raras. As imagens foram descobertas após 50 anos trancadas num banheiro da Casa Azul, na cidade do México. E no fim do mês de maio, o Instituto Tomie Ohtake recebe a mostra Picasso: mão erudita, olho selvagem, com curadoria de Emilia Philippot, do Musée National Picasso-Paris.

De acordo com Silas Marti, em artigo publicado no dia 25 de março de 2015, na Ilustrada da Folha de São Paulo, pelo menos três mostras já foram canceladas ou adiadas: a retrospectiva do norte-americano Edward Hopper, a de obras da coleção do Louvre, em Paris e a exposição de fósseis do Museu de História Natural de Nova Iorque, devido ao alto preço do dólar em relação ao real, o que encareceu as produções.

Embora as megaexposições continuem acontecendo, já é possível notar uma certa desaceleração. Poucas foram realizadas ou até mesmo anunciadas nos quatro primeiros meses do ano de 2016. Esperamos que o calendário das grandes mostras em nosso país não seja alterado e que possamos continuar recebendo tão belas obras.

 

Graziela Naclério Forte é professora-pesquisadora de História da Arte Brasileira, pós-doutoranda pela Unesp-Marília, doutora pela Unicamp e mestre pela USP. Autora dos livros Diversão e Arte no Clube de Artistas Modernos e Carlos Prado: Trajetória de um Modernista Aristocrata (Bookess, 2014) e diversos artigos voltados aos temas relativos a sociabilidades artísticas, arte e política.

 

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TUTORIAL PARA PUBLICAÇÕES COMUNIDADE FALE PORTUGUÊS

Para facilitar a participação importantíssima de nossos Colaboradores resolvemos montar um breve tutorial, com os aspectos mais importantes que envolvem a publicação de Novos Artigos. Esperamos que seja útil.

1 – Acesse a Área restrita para Colaboradores (utilizadores) com o link que vc recebeu;

2 – Faça o seu LOGIN com o Nome de Colaborador (utilizador) e SENHA que você recebeu junto com o link acima;

login fale

3 – Dentro da área de acesso restrito, selecione no link ARTIGOS no Painel na coluna do lado esquerdo da tela, a opção NOVO ARTIGO.

tutorial 1

4 – Você entrará na área de edição de artigos. A edição e simples e intuitiva. Você encontrará:

Área para Titulo

Área para digitar ou colocar seu texto

Área para Adicionar Multimédia (Fotos ou Vídeos)
Para inserir uma única foto você clica em ADICIONAR MULTIMÉDIA e seleciona a imagem de seu computador,
clicando em SELECIONE FICHEIRO, no centro da tela.

tutorial 2

5 – Sua foto será inserida na BIBLIOTECA MULTIMÉDIA, que armazenará todas as suas imagens usadas em seus artigos.Aqui você define o tamanho da sua imagem, na parte inferior da coluna da direita, onde vemos TAMANHO. O ideal, para seguirmos um padrão do blog, indicamos escolher o TAMANHO, MÉDIO e o ALINHAMENTO , CENTRAL. Depois clique em INSERIR NO ARTIGO, botão localizado na parte de baixo da coluna da direita.Caso pretenda colocar mais do que uma foto para ilustrar seu artigo você deve CRIAR UMA GALERIA, acionando o botão localizado na coluna da esquerda.

tutorial 4

CRIAR GALERIA + CARREGAR FICHEIRO e seguir as mesmas informações acima para TAMANHO. depois de carregada suas imagens (nunca mais que 4 fotos) finalize clicando em CRIAR UMA GALERIA.

 

OBSERVAÇÃO. Para ter um melhor resultado monte uma galeria com todas as imagens de mesmo sentido (horizontal ou vertical), nunca misture os dois.

 

Você ainda precisa fazer alguns ajustes para que suas fotos fiquem perfeitas em seu artigo.
Na coluna da direita você encontra alguns tópicos para escolher em FORMATO: use STANDARD para quando estiver usando uma única foto, ou GALERIA, para quando estiver usando várias fotos.

Na mesma coluna você encontra o tópico CATEGORIAS, que você deve escolher a melhor opção na qual seu artigo se enquadra.

Logo abaixo verá o tópico ETIQUETAS, onde você digitará palavras chaves do seu artigo, que facilitará que ele seja localizado por outros usuários no sistema de busca.

Pronto. Basta clicar em PUBLICAR, na parte superior na coluna da direita e seu artigo será publicado, após liberação do Administrador Master do blog.

Se precisar CORRIGIR ou ALTERAR alguma coisa no seu artigo, após a publicação, entre novamente em ARTIGOS , coluna da esquerda, e em TODOS OS ARTIGOS. Você visualizar todos os seus artigos. Basta selecionar o artigo que deseja alterar e clicar em EDITAR. Faça a alteração desejada em ATUALIZAR. Não esqueça desta etapa, caso contrário sua alteração não será salva.

Se tiver mais alguma dúvida de como publicar seus Artigos, entre em contato com contato@editoragalpao.com.br

Fácil, não? Agora é só publicar

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Macau, na China, quer entrar na rota das letras lusófonas

Incluir Macau – uma região tão particular da China que tem o português como idioma oficial – no mapa da literatura lusófona é a missão desafiadora que enfrentam os criadores do The Script Road, o Festival Literário de Macau, cuja quinta edição começou neste fim de semana e vai até o dia 19 de março, na localidade do sudeste asiático.

Criado em 2012 por Ricardo Pinto e Hélder Beja, jornalistas portugueses residentes em Macau, o festival foi inspirado na Flip brasileira e a dupla já o avalia como um dos principais do mundo lusófono. Uma das ideias iniciais era criar interesse pela arte e estimular leitura e produção de literatura no local. “São mudanças profundas, mas é um caminho que só pode ser feito com a construção de novos públicos e incentivo de uma política de leitura”, diz Beja, de Macau. O festival é trilíngue: chinês, inglês e português – “não é meramente para expatriados”, garante o curador.

Cinco autores brasileiros estarão por lá nos próximos dias na programação oficial: Luiz Ruffato, Marcelino Freire, Carol Rodrigues, Felipe Franco Munhoz e o crítico literário Paulo Franchetti, entre outras dezenas de nomes internacionais.

“Neste encontro entre a China e a lusofonia, o Brasil não pode ser esquecido”, afirma o curador. “É um país com uma cultura enorme, riquíssima, com muitos bons escritores, e com o maior potencial dentro do mundo lusófono”, diz.

A indústria do jogo é a mais forte do local – o que rendeu a Macau o apelido de Las Vegas do Oriente – e também ajuda a sustentar o festival, que tem um orçamento de 2,3 milhões de patacas (a moeda local, que atualmente vale R$ 0,49). Metade do valor é proveniente de recursos públicos locais.

“O festival tem dois pontos base”, explica Beja. “Promover este encontro, no tempo espaço, entre autores chineses e lusófonos, e depois, convidá-los a escrever sobre a cidade. Macau, apesar de ser um lugar tão especial e único no mundo, passa um pouco ao lado da atenção dos grandes escritores da lusofonia e da China”, analisa.

Um volume com escritos dos autores convidados é lançado no ano seguinte ao festival.

(Fonte: Paraná Online Tribuna, 8 de março de 2016)

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Portugal escolhe novo líder da CPLP até junho

Político ou diplomata. Cabe a Portugal escolher o próximo líder da organização dos países lusófonos. Vítor Ramalho é um dos nomes que se fala.

A indicação da liderança da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) cabe este ano a Portugal e vai marcar os próximos anos desta organização que reúne os países lusófonos e pretende promover a língua portuguesa no mundo. Mas quem será a figura escolhida pelo Governo? Terá de ter um perfil “político” ou “ser um diplomata de carreira”, possuir conhecimentos no mundo da lusofonia, mas também saber “dar murros na mesa”. Problemas como o estatuto da Guiné-Equatorial, um maior envolvimento do Brasil e a normalização da democracia e dos direitos humanos em todos os Estados-membros estão na agenda desta organização.

Com todas as atenções focadas na candidatura de António Guterres a secretário-geral da ONU, é fácil esquecer que este ano cabe a Portugal indicar o líder da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), organização que reúne nove países. No entanto, é uma escolha estratégica que nem o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, nem o Presidente eleito, Marcelo Rebelo de Sousa, querem relegar para segundo plano. A rotação de secretário-executivo, cargo mais alto da CPLP, é feita por ordem alfabética entre os países que integram esta organização e a pessoa escolhida tem um mandato de três anos, que pode ser renovado por mais três. O atual secretário-executivo da CPLP é Murade Isaac Miguigy Murargy, moçambicano e diplomata de carreira.

Esta é a primeira vez que Portugal vai escolher o líder desta organização e o Ministério dos Negócios Estrangeiros pretende indicar “alguém com suficiente experiência e em condições de levar à prática a nova visão estratégica que a CPLP vai aprovar”, segundo respondeu o gabinete de Santos Silva ao Observador. Apesar de alguns nomes já terem sido avançados para este cargo, como Francisco Seixas da Costa ou Vítor Ramalho, segundo noticiou o DN, ambas as figuras se mostram alheias ao processo.

O embaixador Francisco Seixas da Costa, em declarações ao Observador, nega qualquer interesse no cargo e Vítor Ramalho, secretário geral da UCCLA, diz que ainda não lhe chegou qualquer convite. “Sou um amante da afirmação dos países de língua portuguesa A CPLP terá de enfrentar um ciclo novo”, afirma Vítor Ramalho, sem nunca negar a possibilidade de chegar ao topo da CPLP.

Desafios difíceis para um português resolver

Os próximos anos vão ser decisivos para esta organização que procura uma afirmação global para a língua portuguesa e maior integração entre os países de matriz lusófona. Carlos Gaspar, investigador do Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa, diz que o próximo secretário-executivo da CPLP tem de ser uma pessoa “energética” e que “dê murros na mesa”. “Precisa ser uma figura politicamente forte”, considerou o investigador em declarações ao Observador.

Rejeitando qualquer interesse no cargo, o embaixador Francisco Seixas da Costa assegura que o cargo ficará para um político ou para um diplomata de carreira. “Tem de ser alguém que tenha um histórico de boas relações com todos os parceiros e que não suscite dificuldades juntos dos países da CPLP. É necessário que seja alguém com capacidade de diálogo”, assegura o embaixador e antigo secretário de Estado dos Assuntos Europeus.

Essa capacidade servirá para o novo líder da CPLP enfrentar questões como a polémica inclusão da Guiné-Equatorial na organização, normalizar questões relacionadas com a democracia e os direitos humanos em vários Estados-membros e ainda dar conteúdo no plano económico a esta organização, nomeadamente através de uma maior cooperação empresarial. Temas que, segundo o atual secretário-executivo da CPLP não são ignorados pelo novo Presidente português. “É um grande apoiante do crescimento da CPLP. Espero contar com ele, no pouco tempo que me resta como secretário-executivo”, firmou então Murade Murargy.

A CPLP é também uma prioridade para Augusto Santos Silva. A Comunidade de Países de Língua Portuguesa está no topo das nossas prioridades. “Em particular, neste ano de 2016, em que se celebrarão os 20 anos da sua fundação, em que se espera a aprovação da sua nova Visão Estratégica e em que cabe a Portugal apresentar a candidatura ao cargo de secretário executivo“, disse então o ministro dos Negócios Estrangeiros durante o seminário diplomático que teve lugar no início do ano.

Fonte. OBSERVADOR

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Lygia Fagundes Telles é indicada ao Nobel de Literatura

A escritora Lygia Fagundes Telles, autora de clássicos como As Meninas e Ciranda de Pedra, foi indicada ao prêmio Nobel de Literatura. O nome da autora foi encaminhado nesta quarta-feira (3) pela União Brasileira de Escritores (UBE) à Academia Sueca e foi eleito por unanimidade pelos seus membros, de acordo com informações do UOL.

“Lygia é a maior escritora brasileira viva e a qualidade de sua produção literária é inquestionável”, afirmou o presidente da UBE, Durval de Noronha Goyos, em nota à imprensa.

Nascida em São Paulo, Lygia foi eleita para a Academia Brasileira de Letras em 1985 e recebeu o Prêmio Camões, o mais importante da literatura de língua portuguesa, em 2005. Suas obras já foram traduzidas para o alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, polonês, sueco e tcheco.

Ariano Suassuna, Jorge Amado, João Cabral de Melo Neto e Ferreira Gullar estão entre os brasileiros que já foram indicados ao Nobel de Literatura ou tiveram seus nomes sondados. Nenhum deles, no entanto, levou o prêmio. Lygia é a primeira mulher brasileira a entrar nessa lista.

O anúncio do vencedor deve acontecer em outubro deste ano em Estocolmo, na Suécia. O prêmio de 2015 foi para a bielorrussa Svetlana Alexievich.

fonte: Luciana Sarmento – HuffPost Brasil – 03/02/2016

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Universidade de San Lorenzo atribui nota excelente a doutoramento de Bento Bembe

Luanda – A Universidade de San Lorenzo, uma das mais prestigiadas do Paraguai, atribuiu, a 26 de Janeiro do corrente, a nota excelente ao Secretário de Estado para os Direitos Humanos, António Bento Bembe, pela defesa da sua tese de doutoramento em Administração e Gestão Organizacional.

Bento Bembe

 

António Bento Bembe apresentou a tese como tema “Políticas de gestão e desenvolvimento da província angolana de Cabinda”, que mereceu a grande apreciação do corpo de juri.

Em declarações à Angop, o responsável afirmou que, neste estudo, é feita uma abordagem do desenvolvimento da província de Cabinda com base no Estatuto Especial que a mesma alcançou, com a assinatura dos acordos de paz para essa região, em 2006.

Referiu que apesar dos dois programas que estão a ser gizados na região (Programa Nacional de Desenvolvimento e Estatuto Especial) Cabinda ainda debate-se com uma série de problemas ligados ao seu desenvolvimento, com realce para a diversificação da economia.

Bento Bembe sublinhou que teve de fazer muito sacrifício para poder reconciliar a sua vida de estudante com as responsabilidades que tem no Executivo angolano, realçando que este  pressuposto foi possível por “ser um homem que gosta de aprender e de estudar”.

Agradeceu, na ocasião, a autorização do Chefe do Executivo, José Eduardo dos Santos, para as suas  constantes deslocações ao Paraguai, duas vezes por ano, a fim de assistir as aulas em regime presencial por um período de um mês, por cada saída.

De acordo com o Secretário de Estado para os Direitos Humanos, actualmente estudam no Paraguai, nas diversas especialidades, mais de 600 angolanos, os quais frequentam várias instituições de ensino universitário desse país latino-americano.

António Bento Bembe, para além do doutoramento é mestre em administração pública  pela Universidade Politécnica de Madrid, Espanha, desde 2013, onde apresentou o tema  “Políticas públicas em Angola no contexto dos direitos humanos”.

fonte: Angop, Foto de Joaquina Bento

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Mais uma importante frente de atuação

cpclp

 

Susanna Florissi e Silvia Abolafio, moderadoras desta Comunidade, fazem parte de um representativo grupo de profissionais, reunidos na CPCLP – Comissão para a Promoção de Conteúdo em Língua Portuguesa, da CBL – Câmara Brasileira do Livro, cujo objetivo maior é o de colocar em destaque a importância da produção e distribuição de conteúdo em Língua Portuguesa no mundo.

Formada no final de 2015, a CPCLP (Comissão para a Promoção de Conteúdo em Língua Portuguesa) vem trabalhando com representantes do mercado editorial e demais profissionais da chamada Economia Criativa, além de entidades internacionais como: CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa), IILP (Instituto Internacional da Língua Portuguesa), FBN (Fundação Biblioteca Nacional), MinC e APEX Brasil com a proposta de ouvir e engajar esforços diretamente ligados à valorização e promoção do conteúdo desenvolvido em Língua Portuguesa, vendido e divulgado nos mais diferentes suportes, do livro impresso ao conteúdo digital.

A Comissão propõe a continuação da divulgação da Língua Portuguesa no mundo, não apenas no que diz respeito à conscientização de sua importância neste momento histórico em que o Brasil se torna referência no universo de países lusófonos mas, principalmente, no que toca ao incentivo à distribuição de livros em português.

Trabalhando focada no Valor Econômico da Língua Portuguesa, a CPCLP está mapeando instituições que ensinam, difundem e distribuem, ou que tenham interesse na Língua Portuguesa, para a realização de parcerias e convênios que alavanquem seus principais objetivos:

  • Valorização Nacional da Língua Portuguesa no próprio país
  • Internacionalização da Língua Portuguesa, e
  • Aproximação com outras entidades da Economia Criativa, tendo como objetivo a união de forças para o alcance dos objetivos traçados.

Sem dúvida, um importante feito para todos nós, Embaixadores da Língua Portuguesa, que há tantos anos já trabalhamos com muito envolvimento em favor da Língua Portuguesa.

Importantes ações estão sendo planejadas. Manteremos todos informados dos passos dessa Comissão.

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